Lean Seis Sigma
Cases de aplicação

Lean Seis Sigma não é coisa de indústria.

O método resolve problema onde existe processo — hospital, transportadora, laboratório, oficina, escritório. Veja o mesmo DMAIC aplicado em setores diferentes.

S
Case detalhado · Sustentabilidade · GB-2026-052

Redução da Geração de Resíduos de Obra no Empreendimento Residencial Vista Serra

Sustentabilidade — Gestão de Resíduos de Obra · Fev/2026 – Jul/2026

D

Definir

Cada m² construído virava 0,182 m³ de entulho — 52% acima da boa prática do setor.

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A torre 2 do Residencial Vista Serra (14.500 m², cronograma de 20 meses) gerava 0,182 m³ de resíduo por m² construído — 52% acima da referência de boas práticas do setor (0,12) — num canteiro que descartava 1.240 m³ por trimestre a R$ 96/m³ de caçamba, transporte e destinação, além do material comprado que virava entulho. A meta SMART: reduzir a geração de 0,182 para 0,13 m³/m² (queda de 28%) até 31/07/2026, sem atrasar o cronograma e com orçamento de R$ 45 mil. O escopo cobriu os processos geradores da torre 2 — argamassa e concreto, alvenaria e cerâmica, gesso e madeira de forma —, deixando de fora terraplenagem, demolição e a torre 1. Ganho estimado: R$ 610 mil/ano, com reforço direto à meta ESG 2028 do grupo.

Geração de resíduos — situação atual vs. metadados do case
0,2 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²0,1 m³/m²0 m³/m²meta · 0,1 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²hoje (baseline jun/25–jan/26)meta (31/07/2026)
A torre 2 parte de 0,182 m³ de resíduo por m² construído (baseline de 8 meses) e a meta do projeto é reduzir para 0,13 m³/m² até 31/07/2026 — queda de 28%.
Documentos da fase Project Charter
Como o projeto respondeu

D1 Qual é o problema, em números? Onde ocorre e desde quando? Qual o impacto para o negócio e para o cliente?

A torre 2 do Residencial Vista Serra (14.500 m², cronograma de 20 meses) gera 0,182 m³ de resíduo por m² construído desde o início da vedação, em jun/2025 — 52% acima da referência de boas práticas do setor (0,12 m³/m²). No trimestre medido, o canteiro descartou 1.240 m³, a um custo de R$ 96/m³ de caçamba, transporte e destinação (≈ R$ 119 mil/trimestre), sem contar o material comprado que virou entulho. Além do custo, a geração ameaça o Compromisso ESG 2028 do grupo, que prevê reduzir em 30% o resíduo por m² das obras.

D2 Quem é o cliente do processo e o que ele considera crítico (CTQ — Critical to Quality)?

Os clientes do processo são a Diretoria de Engenharia (custo de obra dentro do orçado), a área de ESG do grupo, a gestão do canteiro e, externamente, a prefeitura e o órgão ambiental (destinação regular). Os CTQs: geração ≤ 0,13 m³/m² (Y primário), custo de caçamba e destinação ≤ R$ 85 mil/trimestre no canteiro, 100% do resíduo destinado com CTR e segregação correta ≥ 90% nas baias, conforme a Resolução CONAMA 307.

D3 Qual é a meta do projeto? (objetivo + valor + prazo)

Meta SMART: reduzir a geração de resíduos da torre 2 do Vista Serra de 0,182 para 0,13 m³ por m² construído (queda de 28%) até 31/07/2026, sem atrasar o cronograma de 20 meses da obra e sem trocar fornecedores homologados, com orçamento aprovado de R$ 45 mil.

D4 Qual é o escopo? O que entra e o que fica de fora?

Dentro do escopo: os processos geradores de resíduo da torre 2 — pedido, preparo e aplicação de argamassa e concreto de vedação/revestimento, alvenaria e cerâmica, gesso e madeira de forma —, além da logística de pavimento, segregação nas baias e destinação com CTR. Fora do escopo: resíduos de terraplenagem e demolição, a torre 1 (em acabamento — recebe replicação depois), o projeto estrutural e a troca de fornecedores homologados.

D5 Quais são os dados históricos conhecidos e o ganho esperado?

Os dados históricos vêm dos CTRs e romaneios de caçamba de jun/2025 a jan/2026 (pavimentos 1–7): média de 0,182 m³/m², oscilando entre 0,178 e 0,190, mais o Pareto trimestral de 1.240 m³ por categoria. O ganho estimado é de R$ 610 mil/ano — R$ 461 mil em material que deixa de virar entulho (R$ 297/m³ evitado, estimativa do Orçamento) e R$ 149 mil em caçamba, transporte e destinação (≈ 1.550 m³/ano a R$ 96/m³) — validado pelo Orçamento em 27/02/2026, com payback inferior a 1 mês.

D6 Há patrocínio (sponsor) e equipe definidos?

Sponsor: Eduardo Vilaça (Diretoria de Engenharia e Operações). Champion: Renata Sales (Gerência da obra Vista Serra, 10%). Green Belt líder: Camila Nogueira (Engenharia de Obra / programa de Sustentabilidade, 50%). Equipe: Felipe Andrade (mestre de obras da torre 2, 20%), Juliana Prates (Suprimentos, 15%), Otávio Lima (Planejamento e Orçamento, 15%) e Vanessa Cardoso (Qualidade e Meio Ambiente, 20%).

M

Medir

O MSA pegou 18% de erro na medição das caçambas antes de o baseline de 0,182 m³/m² virar oficial.

case completo

O SIPOC delimitou o processo em 6 macroetapas, do levantamento do quantitativo à destinação com CTR (Controle de Transporte de Resíduos). O plano de coleta fixou a definição operacional: resíduo é todo volume que sai do pavimento para caçamba, medido em m³ por romaneio e dividido pela área equivalente executada no mês. O MSA revelou 18% de divergência entre volume declarado e volume real das caçambas — corrigida com padrão de enchimento e conferência fotográfica, o re-teste fechou com erro abaixo de 5%. O baseline de 8 meses (jun/2025 a jan/2026) confirmou média de 0,182 m³/m², estável entre 0,178 e 0,190, com o Pareto trimestral de 1.240 m³ apontando onde medir mais fino.

Geração de resíduos — 8 meses de baselinedados do case
0,2 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²0,1 m³/m²0 m³/m²meta · 0,13 m³/m²0,2 m³/m²Jun/25Jul/25Ago/25Set/25Out/25Nov/25Dez/25Jan/26
De jun/2025 a jan/2026, antes das melhorias, a geração oscilou entre 0,178 e 0,190 m³/m², confirmando o patamar estável de 0,182 do baseline — bem acima da meta de 0,13.
Como o projeto respondeu

M1 Qual é o Y do projeto e como ele é medido?

O Y é a geração de resíduos por área construída (m³/m²): soma dos volumes de caçamba que saem da torre 2 no mês (romaneio + CTR, volume conferido) dividida pela área equivalente executada no período (avanço físico × 14.500 m²). A medição é mensal no baseline e semanal a partir do piloto, estratificada por categoria de resíduo e por pavimento.

M2 Qual é a linha de referência (o desempenho atual, em números)?

A linha de referência veio de 8 meses de CTRs e romaneios (jun/2025 a jan/2026): média de 0,182 m³/m², com mínimo de 0,178 e pico de 0,190 (set/2025) — um patamar alto e estável, sem tendência de melhora. No trimestre estratificado, o canteiro descartou 1.240 m³.

M3 A medição é confiável? Como você garantiu isso?

O MSA comparou o volume declarado nos romaneios com a medição real (trena) de 30 caçambas por 2 avaliadores: a divergência média inicial era de 18%, causada por 'coroamento' inconsistente das caçambas. Após padronizar o enchimento raso e exigir conferência fotográfica no romaneio, o re-teste fechou com erro médio abaixo de 5% e concordância de 95% entre avaliadores — só então a coleta retroativa virou baseline oficial.

M4 Qual a capacidade atual do processo — ou o nível atual do indicador?

O processo opera em 0,182 m³/m² contra a referência de boas práticas do setor de 0,12 — 52% acima. Em 34 semanas de baseline, nenhuma medição chegou perto de 0,15: o desperdício não é evento isolado, é o modo normal de operação do processo atual, o que justifica atacar método e projeto, e não pessoas.

M5 Os dados foram estratificados? Onde o problema se concentra?

Sim. O Pareto do trimestre (1.240 m³) mostra argamassa/concreto com 422 m³ (34%), cerâmica/alvenaria 335 m³ (27%), gesso 223 m³ (18%), madeira de forma 149 m³ (12%) e outros 111 m³ (9%) — três categorias somam 79%. Por frente, o volume se concentra nas equipes de vedação e revestimento (pavimentos 4–7 no período), exatamente onde argamassa, cerâmica e gesso são aplicados.

M6 Qual o tamanho da lacuna (a oportunidade do projeto)?

A lacuna entre baseline (0,182) e meta (0,13) é de 0,052 m³/m² — queda de 28%. Na torre 2, isso significa cerca de 754 m³ a menos até o fim da obra; no ritmo do canteiro, cerca de 1.550 m³/ano evitados, que valem aproximadamente R$ 610 mil/ano entre material não desperdiçado e destinação.

A

Analisar

Três causas de projeto e pedido — não de 'peão desperdiçador' — explicavam 79% do volume.

case completo

O Pareto sobre 1.240 m³ de um trimestre mostrou argamassa/concreto (422 m³, 34%), cerâmica/alvenaria (335 m³, 27%) e gesso (223 m³, 18%) somando 79% do volume. O Ishikawa levantou hipóteses em 6 categorias e a Matriz Causa × Efeito priorizou 4 causas com corte natural em ≥ 116 pontos, lideradas pelo pedido de argamassa por estimativa (180). Os 5 Porquês, feitos no gemba, comprovaram três causas-raiz: pedido de argamassa/concreto por estimativa e sem paginação (a sobra endurece na obra), corte de cerâmica sem plano de paginação (22% das peças viravam recorte) e gesso aplicado a 9 mm contra 5 mm de projeto. Falhas de projeto e método — não de desperdício individual.

Categorias de resíduo gerado no trimestredados do case
100%75%50%25%0%34%27%18%12%9%acum.Argamassa e concretoCerâmica e alvenariaGessoMadeira de formaOutros
Sobre 1.240 m³ descartados no trimestre medido, argamassa/concreto, cerâmica/alvenaria e gesso somam 79% do volume (980 m³).
Como o projeto respondeu

A1 Quais são as causas potenciais do problema?

O Ishikawa (workshop de 08/04 com mestres e empreiteiros) levantou causas nos 6M: Método (pedido de argamassa por estimativa do mestre, corte de cerâmica começando pelo canto sem plano, gesso sem controle de espessura), Material (argamassa ensacada que endurece após o preparo, cerâmica sem modulação com o projeto), Mão de obra (equipes sem treino em paginação, empreiteiro pago por produção sem meta de resíduo), Máquina (masseiras no pavimento sem controle de traço), Medição (nenhum apontamento de resíduo por pavimento/frente) e Meio ambiente (baias de segregação distantes e insuficientes).

A2 Quais causas foram priorizadas e por quê?

A Matriz Causa × Efeito, ponderada pelos CTQs (geração ≤ 0,13 m³/m² peso 10, custo de material e destinação no orçado peso 8, obra limpa/ESG peso 6), priorizou 4 causas com corte natural em ≥ 116 pontos: pedido de argamassa/concreto por estimativa sem paginação (180), corte de cerâmica sem plano de paginação (168), gesso aplicado acima da espessura de projeto (132) e ausência de apontamento de resíduo por pavimento (116).

A3 As causas foram comprovadas com evidência (dado, observação ou teste) — e não só opinião?

Sim, no gemba: no pavimento 6, 14 masseiras de argamassa (≈ 1,1 m³) endureceram num único dia porque o pedido superou o quantitativo real; no pavimento 7, a medição de 240 peças cerâmicas mostrou 22% virando recorte sem aproveitamento por falta de paginação; e a espessura de gesso medida em 60 pontos deu média de 9 mm contra 5 mm de projeto — 80% mais consumo e mais sobra.

A4 Qual a relação entre as causas (X) e o resultado (Y)?

A relação X→Y é direta e aditiva por categoria: o pedido por estimativa gera a sobra endurecida que responde pelos 422 m³ de argamassa/concreto (34% do Y); o corte sem paginação gera os 335 m³ de cerâmica/alvenaria (27%); a espessura excessiva gera boa parte dos 223 m³ de gesso (18%). Eliminando ou reduzindo esses três X's, ataca-se 79% do volume — o suficiente para cruzar a meta de 0,13.

A5 Quais são as poucas causas vitais que respondem pela maior parte do problema (Pareto)?

Três causas vitais: (1) pedido de argamassa/concreto por estimativa, sem vínculo com o quantitativo de paginação — a sobra endurece e vira entulho; (2) corte de cerâmica sem plano de paginação — 22% das peças viram recorte; (3) gesso aplicado com espessura média de 9 mm contra 5 mm de projeto. Juntas, respondem pelos 79% do Pareto (980 dos 1.240 m³).

I

Melhorar

Piloto em 3 pavimentos: de 0,182 para 0,128 m³/m² com R$ 38 mil investidos.

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A matriz esforço × impacto avaliou 8 soluções: 4 'fazer já' (argamassa estabilizada dosada em central, paginação de alvenaria e cerâmica com pedido por quantitativo, kits por pavimento, caçamba dedicada com apontamento), 2 'planejar' (controle de espessura de gesso, meta de resíduo nos contratos), 1 adiada (usina de reciclagem) e 1 descartada (venda de resíduo misto, que atacava só 9% do volume). O 5W2H detalhou 7 ações por R$ 38.200 dos R$ 45 mil orçados. O piloto nos pavimentos 8–10 (04/05 a 12/06) tinha critério de sucesso de ≤ 0,135 m³/m² e entregou 0,133, 0,128 e 0,124 — média de 0,128, 30% abaixo do baseline.

Geração de resíduos — baseline vs. pilotodados do case
0,2 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²0,1 m³/m²0 m³/m²meta · 0,1 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²baseline (jun/25–jan/26)piloto (pavimentos 8–10)
No piloto dos pavimentos 8 a 10, a geração caiu de 0,182 (baseline) para média de 0,128 m³/m², superando o critério de sucesso de ≤ 0,135 e já abaixo da meta de 0,13.
Como o projeto respondeu

I1 As soluções atacam as causas-raiz comprovadas (e não os sintomas)?

Sim: a argamassa estabilizada de 36h dosada em central e o pedido por quantitativo de paginação atacam a causa 1 (sobra que endurece na obra); a paginação de alvenaria e cerâmica no projeto executivo ataca a causa 2 (recorte sem plano); o taliscamento conferido e a liberação da alvenaria no prumo atacam a causa 3 (espessura de gesso). Kits por pavimento e caçamba dedicada com apontamento sustentam a rotina e a medição — nada mira 'conscientização' genérica.

I2 Como as soluções foram priorizadas (impacto × esforço)?

A matriz esforço × impacto avaliou 8 soluções: 4 entraram como 'fazer já' (argamassa estabilizada em central, paginação com pedido por quantitativo, kits por pavimento, caçamba dedicada com apontamento), 2 como 'planejar' (controle de espessura de gesso e meta de resíduo nos contratos de empreiteiros, por dependerem de liberação de alvenaria e renegociação), 1 foi adiada (usina de britagem no canteiro — alto investimento) e 1 descartada (venda de resíduo misto, que não reduz a geração e atacava só 9% do volume).

I3 Houve piloto/teste antes de escalar?

Sim: piloto nos pavimentos 8–10 entre 04/05 e 12/06/2026, com critério de sucesso de geração ≤ 0,135 m³/m². Resultado: 0,133 no pavimento 8, 0,128 no 9 e 0,124 no 10 — média de 0,128 e tendência de queda conforme as equipes dominavam a paginação. Só após o terceiro pavimento o pacote foi padronizado para os demais.

I4 Qual o ganho esperado com as soluções propostas (no indicador e, se possível, em R$)?

As 7 ações do 5W2H custaram R$ 38.200 dos R$ 45.000 orçados (folga de 15%). Com o piloto em 0,128 m³/m² e o consolidado em 0,125, o ganho anual projetado é de R$ 610 mil (R$ 461 mil em material + R$ 149 mil em destinação, ≈ 1.550 m³/ano evitados), com payback inferior a 1 mês, além do avanço na meta ESG 2028.

C

Controlar

Patamar de 0,125 m³/m² sustentado por 12 semanas — e R$ 610 mil/ano validados.

case completo

O plano de controle monitora o Y semanalmente em gráfico de controle recalculado (LC 0,127, LSC 0,145, LIC 0,110 m³/m²) e vigia os X's críticos: 100% dos pedidos por quantitativo de paginação, sobra de argamassa ≤ 0,3 m³ por pavimento, espessura média de gesso ≤ 6 mm e segregação ≥ 90% nas baias. O OCAP define gatilhos objetivos com contenção em 24h e reforço preventivo a cada mudança de fase da obra. Nas 12 semanas do piloto ao handover, o indicador ficou entre 0,121 e 0,133 — consolidado de 0,125, abaixo da meta de 0,13. Em 31/07/2026 a gestão passou à gerente da obra, com replicação já iniciada na torre 3 e na obra Parque das Águas.

Gráfico de controle — m³/m² após o pilotodados do case
0,2 m³/m²0,1 m³/m²0,1 m³/m²0 m³/m²0 m³/m²limite de reação · 0,1 m³/m²limite inferior · 0,1 m³/m²média · 0,1 m³/m²S19S20S21S22S23S24S25S26S27S28S29S30
Nas 12 semanas entre o início do piloto e o handover (S19–S30), a geração se estabilizou entre 0,121 e 0,133 m³/m², dentro dos novos limites de controle (LC 0,127 / LSC 0,145 / LIC 0,110).
Como o projeto respondeu

C1 O resultado foi confirmado com dados? A meta foi atingida — ou quanto dela?

Sim: o gráfico de controle semanal recalculado após o piloto mostra a linha central em 0,127 m³/m² (LSC 0,145 / LIC 0,110), com os últimos pontos em 0,121–0,122 — a meta de 0,13 foi atingida e superada: o consolidado pós-projeto é 0,125, queda de 31% sobre o baseline de 0,182.

C2 Qual o ganho obtido (no indicador e, se possível, em R$)?

A geração caiu de 0,182 para o patamar consolidado de 0,125 m³/m² (−31%, contra meta de −28%). O ganho anual é de cerca de R$ 610 mil — R$ 461 mil em material que deixou de virar entulho e R$ 149 mil em caçamba, transporte e destinação (≈ 1.550 m³/ano evitados a R$ 96/m³) — com auditoria do Financeiro prevista para jan/2027, após 6 meses de sustentação.

C3 O novo processo foi padronizado (POP / instruções)?

Sim: viraram padrão no Plano da Qualidade da Obra (PQO) quatro POPs — pedido por quantitativo de paginação (pedido por estimativa bloqueado no fluxo de Suprimentos), uso da argamassa estabilizada (silo, validade de 36h), taliscamento e conferência de espessura de gesso, e kit de material por pavimento com caçamba dedicada — substituindo as práticas informais que geravam o desperdício.

C4 Como o ganho será monitorado ao longo do tempo? Com quais indicadores?

O Y é monitorado semanalmente em gráfico de controle (LC 0,127 / LSC 0,145 / LIC 0,110 m³/m²), estratificado por categoria de resíduo. Os X's críticos têm vigilância própria: % de pedidos gerados por quantitativo de paginação (meta 100%, semanal), sobra de argamassa por pavimento (≤ 0,3 m³, por ciclo), espessura média de gesso (≤ 6 mm, amostral por pavimento) e segregação correta nas baias (≥ 90%, checklist diário).

C5 Há plano de reação para desvios?

Sim, o OCAP define 4 sinais com reação padrão: ponto acima do LSC (0,145) exige contenção em 24h, com bloqueio de pedidos por estimativa e verificação do silo; 7 pontos seguidos acima da LC (0,127) disparam diagnóstico com a equipe; X fora do padrão (pedido sem quantitativo, sobra > 0,3 m³, gesso > 6 mm) é tratado no mesmo dia; e cada mudança de fase da obra (início de fachada, acabamento) aciona revisão preventiva do plano. Sequência: conter → diagnosticar → corrigir → verificar → registrar.

C6 Quem é o dono do processo daqui para frente?

Desde o handover de 31/07/2026, a dona do processo é Renata Sales, gerente da obra Vista Serra, com revisão mensal do plano de controle nos 3 primeiros meses e trimestral depois. O indicador m³/m² entrou no ritual mensal de obras da Diretoria de Engenharia e no painel ESG do grupo.

C7 O ganho se manteve após a implementação (evidência de sustentação)?

Sim: nas 12 semanas entre o início do piloto e o handover (S19–S30), o indicador ficou entre 0,121 e 0,133 m³/m², sem nenhum retorno ao patamar de 0,182 — consolidado de 0,125. A confirmação financeira formal do ganho de R$ 610 mil/ano será auditada pelo Financeiro em jan/2027, após 6 meses de sustentação.

C8 Houve replicação / registro de lições aprendidas?

Sim: a torre 3 do Vista Serra já nasce com paginação executiva e silo de argamassa estabilizada, e a obra Parque das Águas (SP) recebe o pacote em set/2026. As lições — quantitativo de projeto no pedido, paginação antes da execução e medição de resíduo por pavimento — foram registradas no book de melhoria contínua do grupo e incorporadas à trilha dos novos Green Belts.

Resultado do projeto

A geração de resíduos da torre 2 caiu de 0,182 para um patamar estável de 0,125 m³/m² (queda de 31%, últimos pontos em 0,121–0,122), superando a meta de 0,13. O ganho validado é de cerca de R$ 610 mil/ano entre material que deixou de virar entulho e destinação evitada, além do avanço rumo ao Compromisso ESG 2028 do grupo. O pacote de soluções já está em replicação na torre 3 e na obra Parque das Águas.

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